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Seara de Cores

Gostava... gostava que este fosse o espaço onde o meu pensamento se lê...onde o meu sorriso se sente... e as minhas lágrimas se adivinham...

Seara de Cores

Gostava... gostava que este fosse o espaço onde o meu pensamento se lê...onde o meu sorriso se sente... e as minhas lágrimas se adivinham...

Ainda temos crianças?

Lisa, 21.10.04
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Hoje foi um daqueles dias em que fiquei tristinha

Os meus meninos…

Com uma sensação de culpa enorme por não os deixar ser crianças… e já têm tão pouco tempo para aproveitar, a adolescência está a bater à porta!

As quartas ferias são uma labuta que começa ás 7.00 da manhã, entram ás 8.15 na escola e a hora de saída é ás 18.30 de onde seguem para uma das actividades que lhes dá mais prazer, para ele o hóquei, para ela a dança. Assim sendo, voltam a entrar em casa ás 21.00. Jantam e ainda vão fazer os tpc`s. Hoje terminaram eram 23.00. Olhei os olhitos cansados, os dele contrariados e os dela marejados de lágrimas…São 15 disciplinas sem perder o ritmo. Estão no 3º ciclo. Custa crescer assim!!!
Como fazer com que não percam o andamento da “carruagem” e em simultâneo serem crianças sem tempos…?
Sento-me aqui, em frente ao pc e vou andando para trás no tempo, comparando o tempo deles e o meu tempo… o deles fica a perder!!! Eu tive tempo para ser criança, eles não.
Começaram com horário de expediente aos 3 anos, entrada no infantário ás 9.00 e saída ás 17.00. Entram pelo ensino primário já numa pressa, o ATL de manhã, a escola à tarde, os tpc´s antes de jantar o banho e o mimo a correr porque no dia seguinte o galito canta cedo.
Chega a idade do 2º ciclo, a mesma rotina… 8.15 entrada… dias inteiros na escola…as tarefas em casa…banhos e mimos a correr!!!
Rotinas de adultos em corpitos de crianças.
Onde fica aquela parte de sair da escola a correr, despejar a mochila em cima da cama ou num canto qualquer, lavar as mãos e engolir o almoço num instante, ir chamar a amiga que mora ao lado para ir brincar “à semana” ou à “macaca” ou à corda…
Como a vista do cima da arvore era óptima, que confortáveis aqueles troncos robustos que suportavam os nossos corpitos. Das brincadeiras de papinhas de terra nos tachinhos de barro e alumínio até aos jogos de bola, ao eixo e ás escondidas… que bem que me sabem ainda gargalhadas saídas naquelas alturas de rostinho coradinho de alegria de brincar.
De que se irão lembrar os meus meninos?
Que imagem gravarão da meninice deles?
Que meninice? Aquela em que os tempos de brincar são marcados antecipadamente em dias e horas…

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