Segunda-feira, 17 de Abril de 2006

Quem morre?

 

                                                              Quem "Morre"? ...

 

«Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

 Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

 Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.

Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade. »

 P. Neruda

 

 

 

rabiscado por Lisa às 16:00

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Domingo, 9 de Abril de 2006

A Lua

Noite escura

Duas ou três luzinhas brilham tímidas

Tão distantes que parecem frágeis

Olho a Lua Mágica

Vejo o que vês da tua janela

 Repara como se torna singela sendo única,

 daqui do ponto onde me encontro...

Partilho-a contigo,

 sei que estás aí!

rabiscado por Lisa às 23:23

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Quinta-feira, 6 de Abril de 2006

Pontos de interrogações...

  Desenho de : Manuel e Maria   - "Um espaço de serenidade"                               

 

                    

Quero ser forte e olhar nos olhos, o gato bravo que me mostra as garras por uma festa que lhe faço.

 Dão-me tanto prazer a mim como ele,

as festas, os mimos, as atenções...

 

Porque deixou que me sentasse no seu colo e lhe afagasse o pelo?

E ao faze-lo,  porque permiti que me aquecesse as mãos frias?

 Porque não deixou que continuassem geladas?

Ainda bem que as aqueceu...

Doiam-me ...

rabiscado por Lisa às 01:49

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